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Orgulhe-se de si

(por Élida Cunha*)

Algo que escuto com frequência na prática clínica e na vida pessoal é que “eu mudei tanto e o outro continua dizendo que estou de uma forma, aquela que eu nem me reconheço mais”.

Estamos em processo contínuo, em um eterno vir-a-ser. Até quando acreditamos estar parados, estamos em algum movimento, em algum processo de mudança. Até porque, como diria o filósofo Heráclito, ninguém se banha duas vezes no mesmo rio. Afinal, a água já é outra e nós também.

Ora, você consegue perceber que está em mudança, que tem crescido; que, estando em terapia ou não, tem tentado ser a cada dia uma pessoa “melhor”.
Se você tem consciência disso por que permite que o outro te afete tanto, tentando te empurrar goela abaixo uma pessoa que o seu espelho não reflete mais?
Por que esse olhar do outro tem ocupado um lugar tão grande e sedimentado na forma como você se vê?

Talvez seja a hora de ampliar seu olhar para si mesmo, reconhecer que o outro é importante, mas que ele não precisa definir a forma pela qual você se vê, se compreende.
Talvez seja a hora de se apropriar e se orgulhar do seu crescimento, mesmo que alguém te diga o contrário.

Reconheça seu valor!

Que tal se olhar no espelho, dar uma piscadinha e sorrir para quem você tem se tornado?

Orgulhe-se do seu caminho, de quem você foi, de quem você é e, principalmente, de quem você tem se tornado!

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*Élida Cunha é Psicóloga Clínica, Mestre em Psicologia, Gestalt-terapeuta, Especialista em Psicologia Clínica e integrante do Núcleo Desvelar.

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